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sábado, 17 de julho de 2010

HumanizaSUS e a Estratéiga Brasielirinhas e Brasileirinhos Saudáveis - Primeiros Passos Para o Dsenvolvimento Nacional

A Política Nacional de Humanização participa de um grupo de trabalho no MS, desde 2007, com o objetivo de integrar as ações para o desenvolvimento saudável de crianças de zero a 06 anos de idade. Espera-se que, até o final de 2010, a “Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis: Primeiros Passos para o Desenvolvimento Nacional” apresente resultados que a transforme em política de Estado.

Leia abaixo sobre mais essa frente de ação da PNH

Em 2007, esse grupo de trabalho apresentou um projeto de articulação de todas as iniciativas ministeriais identificáveis com o trabalho de atenção à primeira infância e ao desenvolvimento emocional.
Um dos produtos desse GT, o Documento de Referência – Brasileirinhos Saudáveis – Primeira Infância Saudável: ações para a qualificação e humanização da sociedade brasileira, subsidiou a elaboração do PAC Saúde.
Em 2009, por meio da Portaria GM nº 2395, de 07.10.2009, foi instituída a Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis e o Comitê Técnico-Consultivo (CTC) para sua implementação.

“A Estratégia se apóia na idéia de que a integração do ser humano ao macro ambiente social vem precedido de toda uma sorte de experiências do chamado ‘ambiente facilitador’ dos primórdios de sua vida, relacionado à vivência de dependência total do outro ser humano que lhe devota cuidados fundamentais, em geral, a mãe, sendo esta a base da formulação do que denominamos determinantes psíquicos da Saúde.
Foram então consideradas as repercussões de determinantes sociais na relação mãe-bebê, e seus possíveis efeitos sobre a saúde mental de ambos nesta fase inicial.
É lembrada a importância deste componente da saúde na expressão do potencial do indivíduo e na sua capacidade de interação e produção social, que afetam a fruição e o exercício pleno de sua cidadania, assim como o desenvolvimento mais amplo da sociedade em que vive.
A associação entre saúde, qualidade de vida e desenvolvimento do país e a fruição destes bens inquestionáveis por cada brasileiro, aponta para a importância de destacar a área de Promoção da saúde como a mais relevante estratégia do setor, para evitar o enfoque biomédico tradicional e realizar um diálogo intersetorial  com a reorientação dos serviços de saúde.” (extraído da apresentação de Dra. Liliane Penello)


Objetivo:
Integrar ações para o desenvolvimento saudável de crianças de zero a 06 anos de idade, estimulando habilidades físicas, psíquicas, cognitivas e sociais.

Público-alvo:
Crianças de o a 6 anos de idade.

Marcos Referenciais/Programas:
- Primeira Infância Melhor (PIM) do Estado do Rio Grande do Sul,
- Mãe Coruja Pernambucana,
- Mãe Curitibana,
- Programa de Saúde na Escola e na Creche no Município do Rio de Janeiro - Carioquinhas Saudáveis
entre outros, lembradas pelo pioneirismo, ousadia e trabalho árduo para efetivação de propostas desta magnitude.

Núcleo Executivo do MS/SUS:
- Presidência da República
- Gabinete do Ministro
- FIOCRUZ
- Departamento de Atenção Básica
- Área Técnica da Saúde da Criança
- Área Técnica da Saúde da Mulher
- Área Técnica da Saúde Mental
- Política Nacional de Humanização
- CONASS
- CONASEMS

Desafios:
1ª) Como  efetivar  a articulação e transversalização entre as diversas  ações?
2ª) Como assegurar a inclusão de novos desafios na agenda, como a promoção de saúde inovando na inclusão de seus determinantes psíquicos?

Desenvolvimento:
Sua primeira fase se dará em municípios-pilotos, cidades com mais de 100 mil habitantes e que foram selecionadas por critérios definidos pela Câmara de Políticas Sociais da Presidência da República.
São eles: Região CO (Campo Grande), NE (Recife), NO (Rio Branco), SE (Rio de Janeiro) e SC (Florianópolis).

Oficinas:
Estão previstas 05 oficinas, conforme calendário abaixo:
- 1ª Oficina - Fevereiro – 23, terça-feira
Apresentação da estratégia após reunião com a Presidência da República
- 2ª Oficina - Maio – 27, quinta-feira
Acolhimento das experiências das redes e hierarquização dos desafios
- 3ª Oficina - Julho – 29, quinta-feira
Implementação do debate transversal com a presença de todos os ministérios
- 4ª Oficina - Setembro – 30, quinta-feira
Debate da primeira versão dos Brasileirinhos e Brasileirinhas Saudáveis como política de Estado
- 5ª Oficina - Novembro – 25, quinta-feira
Aprovação nesse fórum da proposta de Política de Estado a ser encaminhada à Presidência da República.
Anexos

Parte 1
- Documento de Referência - Brasileirinhos Saudáveis – Primeira Infância Saudável: ações para a qualificação e humanização da sociedade brasileira Documento de Referência;
- Portaria GM – nº 2395, de 07.10.09
- Programação – 1ª Oficina Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis...

Parte II - 1ª Oficina - em 23.02.2010
- Apresentações em ppt. Por serem extensas (maiores que 2MB) serão disponibilizadas, posteriormente, no site www.saude.gov.br/humanizasus.
- Relatório - Tão logo o recebamos.

Aguardem!

Rede HumanizaSUS

Fiocruz é Sede da Estratégia Brasileirinhos e Brasileirinhas Saudáveis

O projeto faz parte da construção de uma política integrada de promoção e atenção no campo da saúde materno-infantil.

A partir deste ano, o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) será sede da estratégia "Brasileirinhos e Brasileirinhas Saudáveis: Primeiros Passos para o Desenvolvimento Nacional". Trata-se de uma importante ação de promoção da saúde mental no âmbito da saúde pública que atende às recomendações da Comissão Nacional de Determinantes Sociais da Saúde (CNDSS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), produzindo ações, estratégias e políticas voltadas para a primeira infância. A proposta inicial foi apresentada pela pesquisadora da Fiocruz Liliane Penello em 2007, como sugestão para compor o Eixo Promoção da Saúde, integrante do plano orientador das ações do Ministério dentro da lógica do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal na área da Saúde (PAC-Saúde).
O projeto faz parte da construção de uma política integrada de promoção e atenção no campo da saúde materno- infantil, visando a diminuição da mortalidade, principalmente para a população até 6 anos de vida, e foca o desenvolvimento emocional primitivo dos indivíduos, como espaço potencial de produção de saúde e destaque ao componente psicológico na produção dos determinantes sociais. Propõe estratégias de atenção à saúde da mulher desde a gestação até o final do primeiro ano de vida do bebê, uma vez que nesta fase seu corpo e sua mente demandam cuidados que integram a saúde física e mental.
Além disso, utiliza um modelo explicativo complementar ao componente psicológico em relação à produção dos determinantes sociais. O projeto visa garantir a qualidade de vida e estimular habilidades físicas, emocionais, cognitivas e sociais, priorizando não apenas a sobrevivência, mas o crescimento e desenvolvimento integral da criança. Desta forma, a chegada do brasileirinho ao mundo vinha qualificada desde o berço, por um ambiente de acolhimento favorável ao seu desenvolvimento, respeitando a força e a potência de sua herança genética. "Acredita-se que é essencial à saúde mental, que o bebê e a criança pequena tenham a vivência de uma relação calorosa, íntima e contínua com a mãe, ou mãe substituta permanente, na qual ambas encontrem satisfação e prazer" , explica Liliane.

Fonte: FIOCRUZ

Elementar Meu Caro Temporão

Temporão defende promoção da saúde mental desde a infância

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (30), durante a 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental, que o grande desafio é trabalhar na promoção da saúde do indivíduo desde a sua concepção, por meio de ações intersetoriais envolvendo outros ministérios.
“Precisamos de políticas intersetoriais voltadas à mulher na gestação, na atenção ao parto e na capacidade dessa mãe de cuidar do seu bebê até os 5 anos. É nesse período que se estrutura, do ponto de vista biológico e psíquico, o que vai ser o futuro cidadão”.
Temporão destacou o Projeto Brasileirinhos e Brasileirinhas Saudáveis: Primeiros Passos para o Desenvolvimento Nacional como uma experiência positiva que está ocorrendo em alguns municípios, nas cinco regiões do país.
O projeto trabalha com estratégias de atenção à saúde da mulher desde a gestação até o fim do primeiro ano de vida do bebê, uma vez que nessa fase seu corpo e sua mente demandam cuidados que integram a saúde física e mental.
“Precisamos evitar que a doença se instale no desenvolvimento emocional primitivo do indivíduo, nos primeiros estágios de vida. Isso tem muito a ver com evitar o transtorno mental e a drogadição quando esse bebê se tornar jovem e adulto”, afirmou.
Sobre a reforma psiquiátrica, Temporão disse que apesar das críticas feitas pelos movimentos conservadores, ela veio para ficar e qualificar o atendimento à saúde mental no país.
“A principal conquista da reforma psiquiátrica é a luta contra o estigma, o preconceito e a exclusão. Temos que defender a reforma psiquiátrica como um patrimônio do Brasil. Ela não será estancada, como querem alguns movimentos conservadores”, acrescentou.

Agência Brasil

terça-feira, 8 de junho de 2010

Lya Luft : A idade e a mudança

Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. Foi um momento inesquecível...
A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito. Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?' 
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu. Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...

Lya Luft

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Coordenadora de Saúde Mental de Araxá Deixa o Cargo

No dia 31 de maio, a companheira Patrícia Rachid entregou o cargo de Coordenadora de Saúde Mental de Araxá, ao Secretário Municipal de Saúde e ao Prefeito Municipal, após 17 meses de muita dedicação a essa causa. Aguardamos o seu comunicado público, quando ela mesma nos dirá algumas palavras sobre o seu afastamento, e sobre a possibilidade de ter contribuído para o resgate da dignidade e a cidadania de muitos, nesse período. Assim como temos afirmado e reafirmado constantemente, ela conta com nossa total solidariedade e o reconhecimento de que tudo foi feito sem medir esforços. Tudo mesmo. Desejo que novos desafios povoem a sua vida e que eles sejam da estatura dessa grande mulher.
Abraço,
Samara.

domingo, 16 de maio de 2010

Sem Receitas Para Pais e Educadores - Lançamento do Livro

Aconteceu ontem, dia 16 de maio, na Bienal do Livro de Minas, em Belo Horizonte, o lançamento do livro "Sem Receitas Para Pais e Educadores," da amiga e companheira Angela Maria Amâncio de Ávila. Há previsão para que o lançamento também aconteça em São Paulo, Uberlândia e Araxá. Este é o segundo livro escrito por ela. O primeiro foi Socorro Doutor: Atrás da Barriga Tem Gente!, que em breve será relançado  devidamente atualizado. Ambos são contribuições valiosas, resultados de anos de muita dedicação aos estudos, à prática profissional e sobretudo do comprometimento e do amor a essa causa. Somos privilegiados por tê-la ao nosso lado, sempre compartilhando generosamente o seu conhecimento com todos, e por onde ela passa. Nossas felicitações!
Abraço,
Samara.

segunda-feira, 8 de março de 2010

MATERNAR e Vera Cruz

Oi pessoal,

Quem entrar nos ônibus da Vera Cruz em Araxá, certamente poderá apreciar e aprender um pouco das dicas de amamentação, selecionadas pela nossa incansável companheira e militante da causa, Angela de Ávila.
Idealizadora do Projeto Maternar, ela agora nos brinda com esta excelente idéia: levar aos 18.000 passageiros/dia, informações e dicas sobre a amamentação.

Esta iniciativa, aliada a outras ações, darão a Vera Cruz o selo de EMPRESA AMIGA DA AMAMENTAÇÃO. Este selo está sendo criado e em breve iremos entregá-lo a esta e a outras empresas também.

Abraços,

Patrícia Rachid
Coordenação Municipal de Saúde mental

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

XI Encontro Nacional de Aleitamento Materno

Mensagem da Presidente
Dra. Tereza Toma

Caros amigos e colegas,

Com muita alegria, em nome da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN Brasil) e da Rede Social de Amamentação Santos e Região, anunciamos a 11ª edição do Encontro Nacional de Aleitamento Materno (ENAM), que será realizado na cidade de Santos, SP, de 8 a 12 de junho de 2010.
Visite e inscreva-se em: http://www.enam2010.com.br

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Convite - REDE SOCIAL DE AMAMENTAÇÃO DE ARAXÁ E MICRORREGIÃO

Araxá, 09 de novembro de 2009

Assunto: Convite para a reunião de sensibilização para a participação da REDE SOCIAL DE AMAMENTAÇÃO DE ARAXÁ E MICRORREGIÃO

Em cumprimento às recomendações da OMS/UNICEF e Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Araxá através do projeto MATERNAR convida para a reunião da implantação da REDE SOCIAL DE AMAMENTAÇÃO DE ARAXÁ E MICRORREGIÃO.
O Projeto MATERNAR que tem como objetivo a melhoria da qualidade de vida familiar, propõe a mobilização de toda a sociedade no sentido de resgatar a prática da amamentação. Na reunião, será proposta a Capacitação de Agentes do Aleitamento Materno visando à prevenção do desmame precoce e a redução da morbi-mortalidade infantil na região. Assim sendo, os municípios estariam implementando uma iniciativa de promoção de saúde, inclusão social e desenvolvimento comunitário.
Público alvo: Gestores de Saúde, Secretaria Municipal de Educação e do Desenvolvimento Humano, Cultura e Meio Ambiente, Coordenadores dos Departamentos e Setores das respectivas Secretarias, Supervisores das Unidades de Saúde, Representantes dos Hospitais e Maternidades, Coordenadores da Estratégia de Saúde da Família, Representante da Vigilância Sanitária, Ministério Público, Conselhos Tutelares, Participantes do Projeto MATERNAR, UNIARAXÁ, Conselho Municipal de Saúde, Bancos de Leite Humano, Representantes do Comitê de Prevenção da Mortalidade Materno-Fetal e Neonatal, Coordenadores de Programas de Atenção Integral à Criança e à Mulher, Agentes Comunitários, SISVAN, Agentes das Pastorais, Centros Espíritas e outras igrejas, Sociedade de Medicina de Araxá, Pediatras e Obstetras.

Data: 17/11/09
Horário: 16 horas
Local: AMPLA - Rua Américo Autran-300 Araxá MG

Atenciosamente,
Secretaria Municipal de Saúde de Araxá

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Projeto MATERNAR - Notícias

O Projeto MATERNAR após a capacitação dos profissionais da rede pública de saúde, implantou o trabalho com os Grupos de Gestantes nas salas de espera da consulta pré-natal nas Unidades de Saúde. Os grupos contam com a parceria do departamento de Odontologia, Fsioterapeutas, Psicólogos, Nutricinosta, Fonoaudiólogo, Terapeuta Ocupacional, Asistente Social e Enfermagem e está aberto a novas contribuições de outros profissionais.
Mais uma ação do Projeto MATERNAR dentro da iniciativa da REDE AMAMENTARAXÁ: Certificação do Selo Empresa Amiga da Amamentação, Escola Amiga da Amamentação, Farmácia Amiga da Amamentação e Centro Universitário Amigo da Amamentação. Previsto para 26 e 27 de novembro próximo a Capacitação de Agentes do Aleitamento Materno para Araxá e microrregião. Esta capacitação tem como público alvo, os profissionais da Rede Pública de Saúde,Vigilância Sanitária, Desenvolvimento Social, Conselho Tutelar, Vovós Amigas da Amamentação, Agentes Comunitários (pastorais, centros espíritas e outras igrejas), Ministério Público, Estudantes da área de Saúde e profissionais dos Hospitais. Esta capacitação visa o resgate da prática do Aleitamento Materno no município de Araxá e microrregião. Os profissionais e agentes capacitados e atualizados no Manejo Clínico Integral da Amamentação poderão prestar assistência às famílias e nutrizes evitando o desmame precoce, a desnutrição e a morbimortalidade infantil.
Aproveitamos o ensejo para agradecer o apoio que o Projeto MATERNAR tem tido do Sr. Prefeito Jeová Moreira da Costa e do Sr. Secretário Municipal de Saúde Antônio Marcos Belo.

Angela Maria Amancio de Ávila

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Síndrome de Couvade revela envolvimento emocional dos homens com a gravidez

Primeiro vieram os enjôos, acompanhados por aquele mal estar típico do início da gravidez. Depois foi a vez do desejo alimentar: uma semana de hambúrguer com queijo, vários dias à base de pizza. O peso aumentou, o sono também. E foi então que o gestor de tecnologia, Cléber Chinelato, 34, entendeu porque os médicos contemporâneos adoram usar a expressão ‘casal grávido’.
Maridos participativos como ele, muito envolvidos na gestação do bebê, chegam a compartilhar com a parceira até os sintomas do período - quadro classificado como síndrome de Couvade. Não é doença: trata-se só da manifestação do impacto da paternidade sobre as emoções masculinas.
Chinelato não esconde que sua ansiedade é maior que a da própria grávida da casa, a delegada de polícia Roberta Maranfaldi, 36, no quarto mês de gestação. "Roberta enjoou pela primeira vez durante as férias que passávamos na Europa e eu senti o mesmo. Pensei que fosse pela comida do local, por ser diferente. Voltamos para casa e continuei sentindo a indisposição e a falta de vontade de comer, que durou praticamente dois meses", conta ele. "Depois desta fase, passei a sentir desejos repentinos e até influenciei minha mulher, que até aquele momento tinha sentido poucas vontades. Na última vez, cheguei em casa querendo hambúrguer com queijo e maionese, desejo que durou vários dias. Depois, veio o da pizza. Com isso engordei uns três quilos."
No caso do advogado Bruno Guarnieri, 29 anos, as oscilações de peso durante a gestação do primogênito Lucas foram ainda mais evidentes. "No início da gravidez parecia que ele estava meio aéreo, com uma ansiedade a mil. Era só chegar em casa que ficava abrindo a porta da geladeira a cada cinco minutos! Não foi à toa que engordou uns oito quilos já nos três primeiros meses. Eu, na verdade, ganhei no máximo um quilo nesse período", conta a personal trainer Renata Guarnieri, 27 anos, que se prepara receber o bebê ainda o que achei mais legal? Foi a participação 100% dele. Se você perguntar sobre o curso de ‘grávidos’ que fizemos juntos, ele conta tudo que aprendemos nos mínimos detalhes. Acho que sabe até mais do que eu!", orgulha-se.

Obstetra há mais de trinta anos e diretor da Pro Mater Paulista, Alberto D’Áuria diz que mais da metade dos maridos tem algum sintoma da síndrome de Couvade. "A situação ficou mais frequente nos últimos três anos. A ansiedade, aliada a uma forte ligação afetiva com a parceira, transfere para o marido uma série de sensações que costumam se manifestar só na mulher. Isso reflete um momento social importante, com os pais participando bem mais da gravidez. Já não se vê mulher sozinha no pré-natal, o homem sai mais cedo do trabalho, faz de tudo para acompanhar o processo", conta.
Segundo ele, os maridos se mostram solidários também diante das medidas restritivas impostas às mães. "Muitos deixam de fumar junto com a mulher, outros viram fiscais a serviço do médico: se é preciso ter uma dieta controlada, eles lotam a geladeira de alimentos com menos açúcar e gordura."
As estimativas de D’Auria, calculadas com base em sua prática clínica, coincidem com as estatísticas de um estudo britânico sobre a síndrome de Couvade. Promovida pela Marketing Onepoll, uma das principais empresas de pesquisa da Inglaterra, a investigação apurou que 54% dos 5 mil voluntários tinham algum desconforto sentido pela parceira grávida. O principal deles foi justamente o ganho de peso: seis quilos, em média, além de cinco centímetros extras na cintura.

No livro "Bebê a Bordo: Guia para curtir a Gravidez a dois" (Editora Matrix), o médico Flávio Garcia de Oliveira acompanha as transformações do pai ao longo da gestação. Ele também discute o assunto no Blog da Fertilidade (www.clinicafgo.com.br). "Há pais que têm até depressão pós-parto", garante. "Quem encara a paternidade em primeiro plano tem muito dos sintomas da Couvade. O homem deixou de ser o mero trabalhador da casa, até porque a mulher também trabalha. Hoje, homem e mulher são sócios em tudo."

Diretora do Grupo de Apoio à Maternidade e Paternidade, o Gamp (www.gampcursos.com.br), a psicanalista Anna Mehoudar diz que a gravidez acentua as diferenças entre os sexos. "Há mais percepção do que falta em mim e o outro tem. O homem, inconscientemente, deseja experimentar o que a mulher está sentindo, é o fascínio pelo impossível. Ele não quer só chamar a atenção, apenas não pode controlar isso", diz. "Além disso, o pai tem sido cada vez mais cobrado para que tenha comportamentos iguais aos da mãe ao cuidar do bebê. A Couvade também é um jeito de expressar isso." Para Ana, que coordena discussões sobre a paternidade no Gamp (Rodas de Pais), a Couvade pode indicar sintonia conjugal. "A gravidez aproxima ou afasta o casal. Quando há um bebê a mulher fica fascinada por ele. Aí, ou o homem é excluído e se desinteressa pela mulher, ou ele se fascina junto com ela e também engorda, acorda à noite para fazer xixi. São comportamentos descritos em tom de piada, mas na verdade dizem o quanto ele está envolvido no processo. É uma paternidade em gestação."

Autora dos livros "Nós Estamos Grávidos" (Editora Saraiva) e "Psicologia da Gravidez" (Editora Vozes), a terapeuta Maria Tereza Maldonado explica que a paternidade exerce um forte impacto sobre o emocional masculino. "Em alguns esse impacto é tão intenso que chega a ser fisicamente sentido. Ele sente enjoos e náuseas, pois, embora não esteja fisicamente gestando, emocionalmente está, sim." Mestre em psicologia clínica, Maria Tereza compara a Couvade com a famosa hipótese de Sigmund Freud, fundador da psicanálise, sobre a possível inveja feminina com relação ao pênis. "Talvez ele não tenha visto o outro lado, que seria a inveja, ainda que inconsciente, do útero, desse poder de abrigar dentro de si uma nova vida."

POR QUE COUVADE?
Couvade deriva de ‘couver’, termo francês que significa incubar. É o nome de um ritual difundido entre índios da América do Sul e da África, no qual o pai, depois que a mulher dá à luz, passa por um período de resguardo com o filho até que o cordão umbilical caia. Alguns pais chegam a usar roupas das parceiras durante a gestação, pois, acreditam que assim estariam desviando delas maus espíritos poderiam atrapalhar a gravidez.

Fonte: www.aleitamento.com
Autor: Último Segundo - Agência Estado – SP
Data: 7/9/2009



Amamentar pode “alinhar” cérebro da mãe com o do bebê

Pesquisa destaca que oferecer o peito à criança pode influenciar na criação de laços afetivos.

A maioria das pesquisas sobre amamentação é focada nas vantagens que o leite traz para a saúde do bebê e, mais recentemente, nos benefícios fisiológicos e psicológicos para a mãe. Uma pesquisa recente destaca o mecanismo pelo qual oferecer o peito à criança pode influenciar na criação de laços afetivos: há indícios de que o cérebro da mãe que amamenta é especialmente receptivo aos sinais da criança. A pesquisadora Pilyoung Kim e seus colegas no Centro de Estudos da Criança, da Universidade Yale, usaram ressonância magnética funcional para escanear os cérebros de 20 mulheres expostas à imagem de seus bebês ou ao choro deles. Resultados do estudo feito três semanas depois do parto sugerem que mulheres que amamentam mostram maior excitação das áreas límbicas, do hipotálamo e do mesencéfalo – envolvidas com emoção e motivação – em comparação com mães que ofereciam mamadeira a seus filhos.

OCITOCINA – vincula a mãe com o seu bebê.

Os cientistas acreditam que essa diferença seja marcada pela ocitocina, um hormônio que vem recebendo muita atenção por seu papel nos elos sociais. Amamentar estimula a produção da substância, o que pode aumentar a atenção da mãe para seu bebê. Porém, três ou quatro meses depois do nascimento, a diferença no valor global de atividade cerebral entre voluntárias que amamentaram no peito e as que recorreram à mamadeira era menor. Isso indica que com o tempo a reação da mãe a seu bebê pode depender mais da personalidade, experiência de vida e intensidade emocional da mulher que dos níveis de hormônio. As áreas mais sensibilizadas do cérebro das “mães de mamadeira” foram outras: a atividade do córtex pré-frontal e outras regiões ligadas a comportamentos sociais e cognitivos aumentaram. Pelo fato de todas as participantes do estudo serem saudáveis e com histórias semelhantes, Kim adverte que padrões específicos de ativação cerebral encontrados neste estudo podem não se generalizar para uma população mais diversa. Os resultados são valiosos, porém, para mães que têm depressão ou problemas causados por fatores ambientais, como a pobreza.

A amamentação pode ser um modo de estimular a produção de ocitocina nessas mulheres, favorecendo a relação inicial com seus bebês e, em consequentemente, o desenvolvimento dessas crianças.

Fonte: www.aleitamento.com
Autor: Revista Mente & Cérebro, agosto de 2009
Data: 4/9/2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Comida, Substantivo Feminino

Cresci sob o paradigma do feminismo. Questionar a igualdade dos sexos seria idiota.
Dirijo um carro, comando equipes, pago contas, faço sexo, assisto futebol, troco lâmpada, fusível, disjuntor e resistência. Faço jogo político, bebo cerveja, como fritura e lavo o carro - com cera, anti-chuva, silicone e pneu pretinho.Na mitologia grega, o símbolo do casamento são duas pessoas de costas uma para a outra. Uma carrega uma espada, a outra, um espelho. A interpretação mostra que a paz de uma casa depende de dois mundos: o externo, de onde vêm as provisões e inimigos como ladrões e ameaças da natureza; e o interno, de onde vêm o repouso, a inspiração, a energia e inimigos como auto-sabotagem, conflitos e angústias. Os inimigos externos são combatidos à lança; os internos precisam ser vistos ao espelho. A despeito de todo esse significado, a espada de Hermes (Marte, para os romanos) e o espelho de Afrodite (Vênus) estampam bolinhas com setas e cruzes em portas de banheiro. E há quem diga que o espelho é o ícone da mulher por causa da preocupação com a aparência.O fato é que as mulheres - vaidosas ou não - assumiram funções masculinas. E os homens continuam homens. Enquanto ambos estão em campo, lutando pela sobrevivência, quem vigia os lares? Quem cuida do corpo, das crenças, das relações? Os inimigos internos são tão reais e perigosos como os outros e estão cada vez mais na moda.Prestei consultoria a uma super executiva recentemente. Ela trajava um vestido rosa lindo, com um laço. Um soldado de sapatilhas.Eram 22h. Havia chegado há pouco do trabalho, tão corrido que nem almoçou. Acontece muito. O marido comeu na rua. Ele nunca janta. Ninguém janta, aliás. A família, com dois filhos em fase de crescimento, nunca se reúne à mesa numa refeição caseira. Comida só na rua, só de rua. Mastigam coxinhas, salgadinhos, enroladinhos, hot pocket, pizza, japonês, chinês, bolacha e chocolate. Muito chocolate.Por milênios, a mulher teve a incumbência de preparar os alimentos e tratar da plantação. Comida é assunto de mulher. Serve para alimentar, acalentar, seduzir, acordar, relaxar... necessidades do mundo interior.De que são nutridos o corpo e o espírito das nossas crianças? De eletrônicos caríssimos, comprados com jornadas de trabalho cada vez maiores? Não quero desesperar as mães, já tão supra-atarefadas e culpadas, sendo homem e mulher tudo junto agora, na medida do impossível. Haja chocolate!A modernidade está em débito com o feminino. A conta é cobrada em forma de confusão, isolamento, depressão, traumas, vazios, violência, obesidade, anorexia, anemia, hipertensão, diabetes.Ter uma carreira foi um desafio para nossas mães e avós. Posso imaginar como foi duro, mas seu legado chegou a nós. Encontrar sistemas de trabalho sustentáveis, que permitam à mulher equilibrar o papel feminino e masculino de acordo com seu desejo, é um dilema atual cuja solução definirá o modo de viver - e comer - das próximas gerações.Homens e mulheres não são iguais. As meninas levam a comida. Os meninos, o refrigerante.
Fonte: Guia da Semana
Postado por Fernanda Pimentel - www.viafreud.blogspot.com

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Mulheres Possíveis

Recebi este email de uma amiga muito querida e me fez pensar bastante no que as mulheres têm feito de suas vidas... Uma obrigatoriedade de ser a mulher maravilha, a perfeita, o modelo de mulher contemporânea, tem desencadeado sintomas que se tornaram o retrato da mulher atual: depressivas, ansiosas, com sintomas alimentares... Tudo isso para tentar se encontrar num modelo pré-determinado.


MULHERES POSSÍVEIS
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco almoço com eles quando dá, estudo com eles sempre que precisam, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente (estou tentando), compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero e o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada, e profissional sem deixar de existir para a vida interessante. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns MUITOS momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela no século passado. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma boa bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante. A vida recomeça todos os dias. Faça mais por você daqui pra frente. E esqueça a culpa por favor. Como a vida, você será muito mais interessante também.