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terça-feira, 16 de agosto de 2011

EVENTO - 20 ANOS DE FUNDAÇÃO GREGORIO F BAREMBLITT


"Qualquer amor já é um cadinho de saúde, um descanso na loucura." 
João Guimarães Rosa "

ATIVIDADES DE COMEMORAÇÃO DOS 20 ANOS DE TRABALHO DA FUNDAÇÃO GREGORIO F BAREMBLITT; CAPS -Maria Boneca

dia 26 de agosto - sexta-feira / 2011

PELA MANHA - DE 9 ÀS 11 HORAS.
RUA CAPITÃO DOMINGOS, 418. ABADIA


Oficinas, vivências e esquizodramas:


1. SALA NIZE DA SILVEIRA: ATELIÊ DE TERAPIA OCUPACIONAL NA CLÍNICA DA PSICOSE. CRIATIVIDADE E VIDA NO CAPS. COORDENADORA: SÔNIA GEIB

2. SALÃO MARIA MODESTO: OFICINA BIODANÇA E TRIBALISMO: O DEVIR GUERREIROE O DEVIR ANJO. COORDENADORES. ABADIA DE OLIVEIRA E VLADIMIR TELIS

3. VARANDA " GRANDE SERTÕES: VEREDAS": ESQUIZODRAMA - KLÍNICA DA CRISE, DO CUIDADO E A VIDA COMO OBRA DE ARTE" . COORDENADORES: MARIA DE FÁTIMA OLIVEIRA E KÁMILA DE FALCO

4. SALA ELZA CARLETO: OFICINA DE RELAXAMENTO E FANTASIA DIRIGIDA NA CLÍNICA DO CAPS. COORDENADORES: DENISE MONTANDON E TACIANA MARCELINO

5. SALA ADROALDO MODESTO GIL: ARTETERAPIA, CUIDADO E DRIAÇÃO DE VIDA. COORDENADORA: GRAÇA MACHADO

6. QUINTAL DAS JABOTICABEIRAS: ESQUIZODRAMA DA DOR AMOROSA. O AMOR PARA ALÉM DO ÉDIPO, DA DISSIMULAÇÃO E DA LIQUIDEZ... COORDENADORES: JORGE BICHUETTI E AURÉLIA GERMANO

PELA TARDE - DE 14 ÀS 16 HS
RUA CAPITÃO DOMINGOS, 418. ABADIA

1. VARANDA " GRANDE SERTÕES: VEREDFAS". ESQUIZODRAMA KLÍNICA DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA. DO BURACO NEGRO ÀS INSURGÊNCOIAS VITAIS. PARA ALÉM DA FISSURA, UMA VIDA NOVA. CORDENADORES: JORGE BICHUETTI E ANDREY MIRANDA


2. SALA NIZE DA SILVEIRA. OFICINA DE CIDADANIA E REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL NA CLÍNICA ANTIMANICOMIAL. COORDENADORES: VLADIMIR LELIS, GILDA CROSARA E AURÉLIA GERMANO


3. SALA ADROALDO MODESTO GIL. OFICINA CORPO-DEVIR - A EXPRESSÃO CORPORAL NA CLÍNICA DO CAPS. COORDENADORA: RAQUEL BESSA


4. REFEITÓRIO MARIA MODESTO. ESQUIZODRAMA - A KLÍNICA DA PSICOSE NA ARTE DE BORBOLETAEAR - ARTE E ALEGRIA NA REINVENÇÃO DA VIDA. COORDENADORA. KÁMILA DE FALCO.


À NOITE: ÀS 19:00
AUDITORÍO CECÍLIA PALMÉRIO. AV GUILHERME FERREIRA / UNIUBE

MESA-REDONDA - GREGORIO BAREMBLITT, ELAINE CORDEIRO, MARIA THEREZA RODRIGUES DA CUNHA E MARIA DE FÁTIMA OLIVEIRA.


CONTAMOS COM VOCÊ...
É UM EVENTO ABERTO A TODA COMUNIDADE DE UBERABA E DO TRIÂNCULO MINEIRO...


UM TRABALHO PIONEIRO NA FORÇA DA TERNURA QUE ACOLHE E INVENTA UM NOVO HORIZONTE AZUL...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Universidade Popular Juvenal Arduini - Estradear da Libertação





Sábado, dia de sol... Calor e amizade: um bom encontro, novos passos na caminhada da construção da Universidade Popular Juvenal Arduini... Aqui, um breve relato... Uma conversa para que possamos juntos desbravar novos horizontes e seguir adiante, passo a passo, visando o alvorecer, a utopia e a vida florescente da nossa conjunta invenção... Da nossa Upop-JA... Um projeto popular, um sonho de libertação... O espaço coletivo "Cuidado e produção de vida" desbravou planos, linhas, fluxos que emergem e brotam, que fecundam e vitalizam a produção de vida com o cuidado redefinido como vínculo, corresponsabilização e encargo, alegria e bom encontro; um novo cuidado que alenca as características do cuidado como amor, ternura vital, carícia essencial, justa medida, conviviabilidade, compaixão e solidariedade (Boff)... Descuido; exclusão... cuidado; inclusão... Vida que se vê reinventado e trabalhador que se reinventa no ato amoroso de cuidar, incluindo; de cuidar, libertando...O espaço coletivo "Arte e produção de vida" mergulhou e na arte encontrou a vida suprimida, pela exploração e pelo racionalismo cartesiano... Viu-se no horizonte da arte, a vida libertária, onde não há barreiras entre o agora e o porvir... entre o que pode um corpo e o que sonha um corpo... Surrealismo, vida como obra de arte, arte-militante na transversal da invenção de um novo mundo possível... Arte que cura,, porque subjetiva vida nova; arte que conhece novos mundos possíveis porque libera a potência da mudança... O espaço coletivo " Ecologia e produção de vida" desmistificou a ideia de culpa e resgatou uma compreensão de historicidade das problemáticas ecológicas atuais... Desnudou nas entranhas da ecologia seu vínculo com o desenvolvimento do capital e da acumulação perversa... As saídas se mostraram no protagonismos das coletividades que necessitam perguntar que meio ambiente queremos e que caminhos escolhemos para conviver com a natureza, não a objetivando como uma coisa alheia; mas se sentindo vida-natureza... Sustentabilidade; catástrofes foram tematizadas com espírito indagador; necessitamos de pensar a natureza nos coletivos perguntando que vida queremos...O espaço coletivo "Práticas sociais e produção de vida" trabalhou com um aguerrido e valoroso espírito militante de pensar o social, pensando conjuntamente o que fazer... Injustiça, exclusão, estigmatização... A realidade social envolve uma complexa problemática: da exploração capitalista à exclusão do diferente; das políticas públicas às ações instituintes dos que trabalham pela vida e pela libertação... Um espaço que centrou-se na construção de propostas que daria a tônica da plenária... Decisões da Plenária: manutenção das temáticas com preparação e participação coletiva - será postado neste blog um disparador sobre os diversos temas e todos iremos postar comentários, enriquecendo e dando maior amplitude aos diálogos criativos do próximo encontro.... Entrevistas com os coordenadores dos grupos deste encontro, visando democratizar e já ir aprofundando... Perguntas poderão ser enviadas para este blog e nós repassaremos, ou diretamente para os coordenadores: Arte - Jorge Bichuetti e Elisa Carvalho; Cuidado - Celso Macedo; Ecologia - Renato Muniz; e Práticas Sociais - Sumayra Oliveira - próximo encontro, repetição com aprofundamento das temáticas e coordenação coletivizada. Participação no Dia da Terra, 22 de Abril, no TEU- Cineclube na Upop-JA - próximo encontro Amacord - Fellini...- Cineclube na periferia - Local - Creche Comunitária Coração de Maria - filme para o bairro, sobre a problemática da dependência química... Dia 11 de Junho...- articulação de um Encontro de Blogueiros - próxima plenária deverá marcar data e construir a pauta do encontro...No final, tivemos alegria da participação do TEU... Poesia, reflexões... Próximo encontro, dia 14 de maio... às 13 h...Não consegui traduzir com o uso da palavra a alegria, a amizade e a vitalidade do que foi vivido... Nosso sonho vai se materializando e nos revelando o quanto aprendemos, crescemos e nos transformamos com estes momentos de trocas solidárias, de criatividade e invenção do novo... É a poesia viva da educação solidária... É o canto sem palavras do que pode a educação que se move pela alegria... É a semente que brilha e nos anuncia as cores do alvorecer... UNIVERSIDADE POPULAR JUVENAL ARDUINI UM SONHO COLETIVO, UM CAMINHO DE ALEGRIA, ARTE E VIDA... ESPERAMOS TAMBÉM VOCÊ... VAMOS REINVENTAR NOSSAS VIDAS...

Jorge Bichuetti



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Coordenação Nacional de Saúde Mental - Roberto Tikanori

O Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, comunica aos gestores e funcionários do SUS nas suas várias instâncias, que foi convidado e aceitou assumir a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde, o Prof. Dr. Roberto Tikanori. Médico psiquiatra, o novo coordenador é uma das grandes referências nacionais em saúde mental, já colaborou com o MS em várias oportunidades e tem uma longa história no movimento da reforma psiquiátrica no Brasil. Significa para a atual gestão do Ministério, a sinalização concreta e a oportunidade de aprofundar os dispositivos da reforma e qualificar cada vez mais a rede substitutiva humanizada da saúde mental no país, no marco dos dez anos da comemoração da Lei Antimanicomial. É médico psiquiatra da SMS de Santos e Professor da Universidade Federal de São Paulo. O Secretário aproveita para agradecer e reconhecer o excelente trabalho realizado até então pelo antigo coordenador Pedro Gabriel Delgado, substituído a seu pedido.



HELVÉCIO MIRANDA MAGALHÃES JUNIOR

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A abordagem multidisciplinar no tratamento do paciente psiquiátrico



Transtornos psíquicos exigem clínicos capacitados na atenção primária
Evento promovido pela Câmara Técnica de Saúde Mental do Cremesp discutiu a medicina psiquiátrica desenvolvida junto às comunidades menos favorecidas socioeconomicamente, propiciando aos médicos um diálogo mais efetivo, com uma linguagem e um saber mais próximos à realidade desses pacientes

A prevalência de transtornos mentais na população – que representa cerca de 25% dos atendimentos nos serviços de saúde – exige que a atenção primária disponha de médicos clínicos capacitados para essa demanda. Além disso, é necessária maior proximidade do atendimento psiquiátrico com a comunidade, qualificação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e conexão com o Programa Saúde da Família (PSF), incluindo desenvolvimento de tecnologias adequadas ao contexto brasileiro, trabalho em equipe (matriciamento), implementação de mudanças organizacionais nos serviços (com metas de atendimento) e o treinamento dos psiquiatras para lidar com a atenção primária.

O papel dos médicos e das equipes multidisciplinares diante do atendimento à saúde mental nos Núcleos de Atenção à Saúde da Família (NASF), PSF e Unidades Básicas de Saúde (UBS) e da gestão desses serviços, assim como reabilitação psicossocial e pesquisas científicas, foram debatidos durante o Simpósio Psiquiatria Social e Comunitária, realizado no dia 27 de novembro, na delegacia regional da Vila Mariana do Cremesp. O evento foi organizado pela Câmara Técnica de Saúde Mental da instituição, sob a coordenação do conselheiro primeiro-secretário, Mauro Aranha, e por Rodrigo Fonseca Martins Leite, supervisor técnico de Saúde Mental da Associação Congregação de Santa Catarina.

De acordo com Mauro Aranha, o evento se propôs a discutir a medicina psiquiátrica – em grande parte instruída por técnicos e pela hiperespecialização – desenvolvida junto às comunidades menos favorecidas socioeconomicamente, propiciando aos médicos um diálogo mais efetivo, com uma linguagem e um saber mais próximo à realidade desses pacientes. “Se eles atuarem justamente em áreas de maior vulnerabilidade social, saberão o que essa população precisa e não apenas o que resulta de pesquisa. A questão passa também por gestão pública, política de incentivos para médicos e pela formação universitária do profissional, que precisa estar mais presente nas UBSs e NASFs”, diz.

O evento, realizado no dia 27 de novembro, contou com a presença de psiquiatras, clínicos gerais, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, estudantes e pacientes, que lotaram o auditório da Delegacia Metropolitana da Vila Mariana.

Integração das equipes
O psiquiatra e escritor Leon de Souza Lobo Garcia, em sua palestra Razões Históricas e Tendências Atuais da Saúde Mental na Atenção Primária, lembrou que, nos anos 50 e 60, os médicos estavam focados em salvar vidas e não tinham tempo para dedicar-se à saúde mental. A percepção da necessidade de integrar os serviços surgiu depois, com a análise mais profunda sobre a problemática social, condições de renda e moradia e a questão da violência doméstica.

A partir de uma experiência piloto em São José do Murialdo (RS), foram implantadas miniequipes de saúde mental nas UBS em São Paulo, mas sem integração entre clínicos e psiquiatras. Essa questão foi inserida na portaria do Ministério da Saúde nº 154, de 24/01/2008, que criou o NASF, buscando instituir a integralidade dos cuidados físico e mental aos usuários do SUS, ao propor a inclusão da complementaridade do trabalho das equipes do PSF.

Leite ofereceu um panorama da cobertura do NASF, Programa Saúde da Família (PSF) e Unidade Básica de Saúde (UBS) e lembrou que a exposição à violência e a eventos estressores, consumo de substância psicoativas e o envelhecimento da população, entre outros fatores, têm contribuído para aumentar os transtornos mentais na população. Por outro lado, o médico da atenção primária tem sobrecarga de trabalho e atua sem capacitação adequada para o atendimento psiquiátrico, além de ser descrente da eficiência do tratamento.

Gestão dos serviços
A inexistência de indicadores de qualidade e avaliação sistemática, a polarização ideológica versus evidências científicas e a falta de referência de outras unidades nacionais e internacionais são algumas das dificuldades na administração dos serviços de saúde mental, apontadas por Leite, que atua nas áreas de Pedreira e Cidade Ademar, em São Paulo.

No mesmo painel sobre gestão, Renato José Vieira, coordenador do pronto-socorro e supervisor de psiquiatria do Hospital M’Boi Mirim, dividiu com os presentes os dilemas ocasionados pelas três vertentes de difícil administração: facilidade de acesso, qualidade de atendimento e custo reduzido.

Já Renério Fráguas Filho, psiquiatra e professor do Instituto de Psiquiatria do HC Fmusp, indicou algumas pistas para o treinamento das equipes, a partir dos instrumentos para detecção de depressão pelo médico generalista, enquanto Paulo Rossi Menezes, professor de medicina preventiva da Faculdade de Medicina da USP, abordou as evidências científicas em psiquiatria social e comunitária fornecidas pela epidemiologia no debate moderado por Luizemir Wolney Carvalho Lago, coordenadora de saúde mental da Secretaria de Saúde de São Paulo.

No painel sobre Reabilitação Psicossocial, a questão do estigma e da psicoeducação, assim como a experiência do HC Fmusp, foi apresentada por Renato Luiz Marchetti, coordenador do Projeto Epilepsia do hospital. Também foram expostos os atendimentos nos Caps e no modelo Hospital Dia, respectivamente por Mário Dinis Martins Lameirão Mateus, psiquiatra do setor de avaliação de serviços e políticas de saúde mental do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Unifesp, e Renato Del Sant, diretor do Hospital Dia de Adultos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Fmusp.

CREMESP - Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Edição 277 - 12/2010
SAÚDE MENTAL (pág. 11)
http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Jornal&id=1385

domingo, 15 de agosto de 2010

Psicofarmacologia na Prática Clínica

Realização: Mental Help - Serviços em Saúde Mental

Professor: Dr. José Sardella (Psiquiatra)

Módulo I: Antidepressivos
Data: 23/10

Módulo II: Estabilizadores de Humor
Data: 06/11

Módulo III: Antipsicóticos
Data: 20/11

Módulo IV: Benzodiazepínicos
Data: 04/12

Carga Horária: 4h/módulo
Horário: 8h às 12h
Local: a ser definido

Investimento por módulo:
Profissionais: 150,00
Estudantes de Graduação: 100,00

Os interessados poderão optar pelo número de módulos que quiserem. Aqueles que optarem por mais de um módulo poderão fazer o pagamento total em uma única vez, ou a cada módulo. O pagamento do primeiro módulo deverá ser efetuado até o dia 15/10. Será fornecido certificado.

Forma de Pagamento:
Por meio de depósito bancário para Sardella Consultoria em Saúde Mental Ltda ou cheque
CNPJ: 09076681/0001-46
Banco Real
Ag: 1747
Conta: 2002764-1

O comprovante de depósito deverá ser entregue no ato da inscrição. Para aqueles que residem fora de Uberlândia, o comprovante poderá ser entregue no início do curso, desde que já tenham informado anteriormente a data do depósito.

Os interessados que residem fora de Uberlândia poderão fazer a sua inscrição enviando os seguintes dados para sadairel@gmail.com:
Nome
Profissão/Estudante
Instituição
Endereço Completo
Telefone
e-mail

Os residentes em Uberlândia deverão realizar a sua inscrição, na Rua Alexandre Marquez, 463 - Martins - Uberlândia (Clínica de Psiquiatria e Psicologia).

Será confeccionado folder de divulgação com ficha de inscrição anexa, onde os dados do inscrito serão registrados oficialmente.

A inscrição somente será considerada mediante a comprovação do depósito realizado.

Telefones para mais informações: 32372525 (Ana Lúcia) - 96679676 e 96881221 (Samara).
www.mentalhelp.srv.br (em construção)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Carta Denúncia

Olá amigos da luta antimanicomial! Segue em anexo uma carta-denúncia feita por trabalhador(a) da rede de saúde mental do município, que pediu para o nome não ser revelado:

Estamos enviando à Coordenação Nacional de Saúde Mental comunicado sobre a situação  agravante que se encontra a Saúde Mental do município de Natal.
Apesar de ter uma política norteada pelas diretrizes do SUS e da Política Nacional de Saúde Mental, não se pode negar que, atualmente, o município de Natal vem enfrentado sérias dificuldades de gerenciamento e de políticas.
 Tais dificuldades vêm se configurando como verdadeiros entraves para a consolidação de avanços necessários à efetivação da Rede de Saúde Mental deste município e para a democratização do processo de construção da cidadania de usuários, familiares e trabalhadores de Saúde Mental de Natal. Sobretudo porque os atuais gestores se pautam pela total inobservância de uma política de saúde mental aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde e referenciada pelas Conferências de Saúde Mental, além de Audiência Pública na Câmara Municipal realizada em novembro de 2009.
Tal constatação reflete-se na situação retratada no relato abaixo discriminado:

Trabalho em um serviço de saúde do município de Natal (especificamente CAPS infano-juvenil) e quero registrar por meio deste manifesto denúncia em nome dos trabalhadores do referido CAPS e dos trabalhadores de Saúde Mental do município de Natal/RN, referente à CLARA PERSEGUIÇÃO, COAÇÃO, ASSÉDIO MORAL contra servidores públicos que prestam serviços, de forma honrosa, a  rede de Saúde Mental desta cidade.
Recentemente, todos os CAPS de Natal e mais o Ambulatório de Saúde Mental reivindicaram junto à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) melhores CONDIÇÕES DE TRABALHO (e não condições salariais, quero frisar). Isso foi feito durante reunião ordinária do Conselho Municipal de Saúde (gravada em vídeo c/ áudio), no dia 24/jun/10 (o plenário estava lotado por usuários, familiares e funcionários). Antes desta reunião com o Conselho houve outra, na qual só participaram funcionários dos CAPS’s e Ambulatório, para levantar os principais problemas que estavam (e continuam) inviabilizando o funcionamento de tais serviços de saúde. Essa reunião aconteceu no CAPS AD LESTE, porém os funcionários de lá não quiseram participar (participaram apenas a administradora e uma médica) e questionou-se a ausência da diretora de lá que sabia onde e quando a reunião aconteceria (soube-se depois, que essa diretora registrou que a reunião aconteceu à revelia do serviço).
Ficou então acertado que uma comissão, formada por 1 representante de cada serviço, iria redigir um documento (que chamamos de CARTA DOS SERVIÇOS)  explicitando as condições que inviabilizam a prestação de serviços da rede de saúde mental de Natal a contento.
Foi comunicado em cada CAPS que haveria uma reunião geral com todos os usuários de todos os CAPS e Ambulatório, no auditório/teatro do CAPS infanto-juvenil que comportaria o número esperado de pessoas, trabalhadores e usuários da rede. FRISO QUE ESSAS REUNIÕES COM USUÁRIOS FAZEM PARTE DA ROTINA E DA FUNÇÃO DESSES SERVIÇOS. A reunião aconteceu e a próxima foi a relatada no Conselho.
                Claramente, após essas reuniões e 1 dia antes da reunião ocorrida no Conselho, a diretora do CAPS infantil foi exonerada juntamente com a coordenadora de saúde mental do município. Nenhum outro CAPS teve cargo comissionado destituído, mas a destituição é incontestável.
            O que contesto e denuncio é que a servidora pública, antes diretora do CAPSi, também é Psicóloga do serviço. Serviço este que é o ÚNICO EM NATAL ESPECIALIZADO PARA ATENDER CRIANÇAS E ADOLESCENTES quer em uso abusivo de drogas, quer portadoras de transtorno mental grave. Escrevo para deixar claro aos colegas servidores públicos que estamos sendo submetidos claramente a coação e assédio moral. A saída FORÇADA/OBRIGADA e à REVELIA, de uma psicóloga do caps infanto-juvenil, ESPECIALISTA EM SAÚDE MENTAL (por titulação e por experiência profissional), sanitarista, com reconhecimento no setor público e privado pelo seu trabalho com crianças e adolescentes, vem claramente expor essa situação.
A psicóloga em questão foi OBRIGADA a deixar o ÚNICO SERVIÇO ESPECIALIZADO QUE ATENDE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO MUNICÍPIO DE NATAL e também PROIBIDA de atuar EM QUALQUER OUTRO SERVIÇO DE SAÚDE MENTAL do município, o que deixa um serviço ESPECIALIZADO AINDA MAIS CARENTE DE PROFISSIONAIS QUALIFICADOS e toda a rede de saúde mental mais fragilizada.
               Justificativa escrita para tal saída e imposição: NENHUMA, APENAS, ORDENS SUPERIORES. O que temos encarado como uma situação vulgarmente chamada de: "bode expiatório"!
           Não obstante, há OUTRAS CATEGORIAS profissionais que estão sendo questionadas quanto a sua presença num serviço tipo CAPS, o que nos leva a crer que outros funcionários podem ser ainda mais brutal e moralmente assediados do que já estamos todos sendo , caso queiram dialogar sobre problemas a serem enfrentados no trabalho. O que por sinal, não foi feito pela psicóloga do caps Infantil, não de forma isolada nem sendo ela a pessoa que incitou ou começou a mobilização dos caps, que sabemos que fomos todos nós e não uma única pessoa.
           
           Para que não sejamos os próximos a serem ARBITRARIAMENTE E DITATORIALMENTE FORÇADOS A SAIR DO LOCAL DE TRABALHO E ÁREA DE ATUAÇÃO, peço que repassem para outras pessoas. A sugestão dada é que façamos várias DENÚNCIAS, tanto na Promotoria de Saúde, quanto na Procuradoria Geral de Justiça, Promotoria do Patrimônio Público, além do Sindsaúde. Por favor, repassem para os colegas que realmente apoiam a causa e também para os usuários, já que no caso destes últimos, estamos impossibilitados de fazer no CAPSi.

Outrossim, próprio Secretário de Saúde, além de seus subordinados, dizem abertamente que o PODER EXECUTIVO é quem DETERMINA os atos administrativos, MAS NÃO ACREDITO QUE ESTES ATOS E ESTE PODER possa passar POR CIMA DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE QUALIDADE À POPULAÇÃO E POR CIMA DOS DIREITOS DOS FUNCIONÁRIOS, inclusive coagindo-os.
            Vale salientar que os serviços estão sendo abastecidos de materiais que há mais de 1 ano não eram fornecidos apesar de constantemente solicitados tanto da parte dos serviços de saúde mental existentes, quanto da parte da coordenação de saúde mental anterior. (atualmente destituída).
           Outros funcionários também estão dispostos a falar. Estamos indignados com o regime de DITADURA que está sendo empregado pela Prefeitura Municipal de Natal. O caso aqui citado é apenas 1 de vários outros que é de conhecimento do SETOR DE RECURSOS HUMANOS da SMS e de outras Secretarias, além de conhecimento do SINDSAÚDE.
http://cadesualoucura.blogspot.com
15 de julho de 2010

sábado, 17 de julho de 2010

HumanizaSUS e a Estratéiga Brasielirinhas e Brasileirinhos Saudáveis - Primeiros Passos Para o Dsenvolvimento Nacional

A Política Nacional de Humanização participa de um grupo de trabalho no MS, desde 2007, com o objetivo de integrar as ações para o desenvolvimento saudável de crianças de zero a 06 anos de idade. Espera-se que, até o final de 2010, a “Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis: Primeiros Passos para o Desenvolvimento Nacional” apresente resultados que a transforme em política de Estado.

Leia abaixo sobre mais essa frente de ação da PNH

Em 2007, esse grupo de trabalho apresentou um projeto de articulação de todas as iniciativas ministeriais identificáveis com o trabalho de atenção à primeira infância e ao desenvolvimento emocional.
Um dos produtos desse GT, o Documento de Referência – Brasileirinhos Saudáveis – Primeira Infância Saudável: ações para a qualificação e humanização da sociedade brasileira, subsidiou a elaboração do PAC Saúde.
Em 2009, por meio da Portaria GM nº 2395, de 07.10.2009, foi instituída a Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis e o Comitê Técnico-Consultivo (CTC) para sua implementação.

“A Estratégia se apóia na idéia de que a integração do ser humano ao macro ambiente social vem precedido de toda uma sorte de experiências do chamado ‘ambiente facilitador’ dos primórdios de sua vida, relacionado à vivência de dependência total do outro ser humano que lhe devota cuidados fundamentais, em geral, a mãe, sendo esta a base da formulação do que denominamos determinantes psíquicos da Saúde.
Foram então consideradas as repercussões de determinantes sociais na relação mãe-bebê, e seus possíveis efeitos sobre a saúde mental de ambos nesta fase inicial.
É lembrada a importância deste componente da saúde na expressão do potencial do indivíduo e na sua capacidade de interação e produção social, que afetam a fruição e o exercício pleno de sua cidadania, assim como o desenvolvimento mais amplo da sociedade em que vive.
A associação entre saúde, qualidade de vida e desenvolvimento do país e a fruição destes bens inquestionáveis por cada brasileiro, aponta para a importância de destacar a área de Promoção da saúde como a mais relevante estratégia do setor, para evitar o enfoque biomédico tradicional e realizar um diálogo intersetorial  com a reorientação dos serviços de saúde.” (extraído da apresentação de Dra. Liliane Penello)


Objetivo:
Integrar ações para o desenvolvimento saudável de crianças de zero a 06 anos de idade, estimulando habilidades físicas, psíquicas, cognitivas e sociais.

Público-alvo:
Crianças de o a 6 anos de idade.

Marcos Referenciais/Programas:
- Primeira Infância Melhor (PIM) do Estado do Rio Grande do Sul,
- Mãe Coruja Pernambucana,
- Mãe Curitibana,
- Programa de Saúde na Escola e na Creche no Município do Rio de Janeiro - Carioquinhas Saudáveis
entre outros, lembradas pelo pioneirismo, ousadia e trabalho árduo para efetivação de propostas desta magnitude.

Núcleo Executivo do MS/SUS:
- Presidência da República
- Gabinete do Ministro
- FIOCRUZ
- Departamento de Atenção Básica
- Área Técnica da Saúde da Criança
- Área Técnica da Saúde da Mulher
- Área Técnica da Saúde Mental
- Política Nacional de Humanização
- CONASS
- CONASEMS

Desafios:
1ª) Como  efetivar  a articulação e transversalização entre as diversas  ações?
2ª) Como assegurar a inclusão de novos desafios na agenda, como a promoção de saúde inovando na inclusão de seus determinantes psíquicos?

Desenvolvimento:
Sua primeira fase se dará em municípios-pilotos, cidades com mais de 100 mil habitantes e que foram selecionadas por critérios definidos pela Câmara de Políticas Sociais da Presidência da República.
São eles: Região CO (Campo Grande), NE (Recife), NO (Rio Branco), SE (Rio de Janeiro) e SC (Florianópolis).

Oficinas:
Estão previstas 05 oficinas, conforme calendário abaixo:
- 1ª Oficina - Fevereiro – 23, terça-feira
Apresentação da estratégia após reunião com a Presidência da República
- 2ª Oficina - Maio – 27, quinta-feira
Acolhimento das experiências das redes e hierarquização dos desafios
- 3ª Oficina - Julho – 29, quinta-feira
Implementação do debate transversal com a presença de todos os ministérios
- 4ª Oficina - Setembro – 30, quinta-feira
Debate da primeira versão dos Brasileirinhos e Brasileirinhas Saudáveis como política de Estado
- 5ª Oficina - Novembro – 25, quinta-feira
Aprovação nesse fórum da proposta de Política de Estado a ser encaminhada à Presidência da República.
Anexos

Parte 1
- Documento de Referência - Brasileirinhos Saudáveis – Primeira Infância Saudável: ações para a qualificação e humanização da sociedade brasileira Documento de Referência;
- Portaria GM – nº 2395, de 07.10.09
- Programação – 1ª Oficina Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis...

Parte II - 1ª Oficina - em 23.02.2010
- Apresentações em ppt. Por serem extensas (maiores que 2MB) serão disponibilizadas, posteriormente, no site www.saude.gov.br/humanizasus.
- Relatório - Tão logo o recebamos.

Aguardem!

Rede HumanizaSUS

O Modelo de Reforma Psiquiátrica Brasileiro é Reforçado na IV Conferência Nacional de Saúde Mental

Participantes da IV CNSM decidem pela criação de grupos de ajuda mútua, ampliação da rede psicossocial e experiência obrigatória de recém-formados no SUS.
Nove anos depois de ser implementada, a Reforma Psiquiátrica brasileira ganhou novo fôlego após a realização da IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial (IV CNSM-I), em Brasília. As propostas aprovadas pelos participantes reforçam o modelo de serviço aberto e humanizado, adotado pelo Ministério da Saúde, para atender pessoas com transtornos mentais. Ao todo, 1.235 sugestões foram analisadas por mais de mil pessoas, entre especialistas, pacientes e familiares.
A criação de Grupos de Ajuda Mútua de Doentes Mentais foi uma das decisões de destaque. Inspirada em experiências internacionais bem-sucedidas, a proposta baseia-se em encontros de até 20 usuários do serviço de saúde mental para discutir sobre as adversidades do dia a dia e como enfrentá-las. Um projeto-piloto já foi desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e contou com financiamento do Ministério da Saúde. Foram repassados, neste ano, R$ 181 mil para a UFRJ promover as reuniões e capacitar os próprios pacientes a atuar como líderes das discussões.
Ao integrar um grupo de apoio, a pessoa com transtorno mental começa a estabelecer vínculos e fortalece as amizades. “Esse suporte emocional rompe com o autoisolamento do paciente e contribui com a reabilitação dele. É um dos dispositivos mais eficazes no acompanhamento contínuo de casos graves”, avalia o coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado.
AVANÇOS – A IV CNSM-I também aprovou a expansão da rede de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Hoje, são 1.541 em todo o País – o equivalente a 0,63 para cada grupo de 100 mil habitantes. A cobertura é considerada boa, de acordo com parâmetros internacionais. Agora, a meta será ampliar a quantidade de CAPS III, que funcionam 24 horas para acolher, inclusive, usuários em crise.
Os CAPS garantem um atendimento comunitário a pessoas que sofrem de problemas como esquizofrenia e transtornos de ansiedade ou de adaptação. O tratamento, que envolve o convívio familiar e a socialização do paciente, vem substituindo gradualmente o modelo manicomial, que implica o isolamento característico dos hospitais psiquiátricos. Essa mudança foi determinada pela Lei 10.216, de 2001. Por unanimidade, os delegados da conferência votaram a favor de uma proposta que impede a revisão dessa lei. “Todos os participantes rejeitam qualquer retrocesso que possa haver nas conquistas alcançadas pela Reforma Psiquiátrica. O nosso desafio é fortalecer a rede psicossocial e, para os casos de internação, aumentar os leitos psiquiátricos em hospitais gerais, que estão perto da comunidade”, sublinha o coordenador de Saúde Mental, Pedro Gabriel Delgado.
FORMAÇÃO – Uma das sugestões que deverão ser incluídas no relatório final conclusivo da IV CNSM-I é a de que recém-graduados em áreas relacionadas à saúde mental atuem na rede pública por um período pré-determinado. A proposta inclui brasileiros formados em instituições públicas e particulares. Eles poderão entrar em contato com os CAPS ou participar da atenção básica por meio das equipes da Estratégia Saúde da Família. “A intenção é aumentar a presença de psiquiatras, psicólogos e demais profissionais do setor em áreas como a Amazônia, onde o acesso ao serviço de saúde mental ainda não é o ideal”, explica Delgado. A prestação desse tipo de serviço no Sistema Único de Saúde (SUS) precisa ser regulamentada em conjunto pelos ministérios da Saúde e Educação.
Todos os itens aprovados na conferência vão constar do relatório conclusivo do evento. Esse documento deve balizar as novas ações que passarão a integrar a Política Nacional de Saúde Mental.

Diego Iraheta, da Agência Saúde

Elementar Meu Caro Temporão

Temporão defende promoção da saúde mental desde a infância

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (30), durante a 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental, que o grande desafio é trabalhar na promoção da saúde do indivíduo desde a sua concepção, por meio de ações intersetoriais envolvendo outros ministérios.
“Precisamos de políticas intersetoriais voltadas à mulher na gestação, na atenção ao parto e na capacidade dessa mãe de cuidar do seu bebê até os 5 anos. É nesse período que se estrutura, do ponto de vista biológico e psíquico, o que vai ser o futuro cidadão”.
Temporão destacou o Projeto Brasileirinhos e Brasileirinhas Saudáveis: Primeiros Passos para o Desenvolvimento Nacional como uma experiência positiva que está ocorrendo em alguns municípios, nas cinco regiões do país.
O projeto trabalha com estratégias de atenção à saúde da mulher desde a gestação até o fim do primeiro ano de vida do bebê, uma vez que nessa fase seu corpo e sua mente demandam cuidados que integram a saúde física e mental.
“Precisamos evitar que a doença se instale no desenvolvimento emocional primitivo do indivíduo, nos primeiros estágios de vida. Isso tem muito a ver com evitar o transtorno mental e a drogadição quando esse bebê se tornar jovem e adulto”, afirmou.
Sobre a reforma psiquiátrica, Temporão disse que apesar das críticas feitas pelos movimentos conservadores, ela veio para ficar e qualificar o atendimento à saúde mental no país.
“A principal conquista da reforma psiquiátrica é a luta contra o estigma, o preconceito e a exclusão. Temos que defender a reforma psiquiátrica como um patrimônio do Brasil. Ela não será estancada, como querem alguns movimentos conservadores”, acrescentou.

Agência Brasil

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Decisões da Assembléia Geral de Usuários, Familiares, Profissionais, e Amigos da Saúde Mental de Araxá, em 28/06/2010

- A FESTA JULINA DA SAÚDE MENTAL, acontecerá na próxima Segunda-feira, 05/07/2010, às 14 horas, no Salão de Festas da Sociedade São Vicente de Paulo. Sinta-se convidado, e colabore com nossa festa!

- Criação da OFICINA DE CIDADANIA, às segundas-feiras, às 15:30, a partir do dia 12/07/2010, no Ambulatório de Saúde Mental.

- Formação de uma Comissão de Usuários, Familiares e Profissionais, para discutir e elaborar as diretrizes para formação da ASSOCIAÇÃO DE USUÁRIOS, FAMILIARES, PROFISSIONAIS E AMIGOS DA SAÚDE MENTAL - próxima reunião, na Oficina de Cidadania.

- Aviso de que alguns profissionais da SM estarão de férias no mês de Julho/2010.

- Mudança nos horários das Oficinas de Pensamentos Livres, e de Teatro:
a OFICINA DE PENSAMENTOS LIVRES será na Terça-feira , às 9 horas e a OFICINA DE TEATRO será na quarta-feira às 10 horas.

- As psicólogas Cristiane e Iara, estarão trabalhando também no Ambulatório de Saúde Mental; e a Terapeuta Ocupacional Priscila iniciará seu trabalho compondo a equipe de Saúde Mental no mês de Julho/2010.

"Segundo Nietzsche, Heráclito exclamou:
Só vejo o devir. Não vos deixeis enganar! É à nossa vista curta e não à essência das coisas, que se deve o facto de julgardes encontrar terra firme no mar do devir e da evanescência. Usais os nomes das coisas como se tivesse uma duração fixa, mas até o próprio rio no qual entrais pela segunda vez, já não é o mesmo que era da primeira."

"Travessia - do sertão - a toda travessia." (G. Rosa)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Araxá recebe R$30.000,00 para estruturação do CAPS II





:: Resultado da consulta:::
Município-UF:
ARAXA/MG

Entidade:
FUNDO MUNICIPAL DE SAUDE DE ARAXA

CNPJ:
12.046.773/0001-98

População:
85.713

IBGE:
310400





                             Bloco:
 GESTÃO DO SUS
Componente:
 IMPLANTAÇÃO DE AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE
Ação/Serviço/Estratégia:
 CAPS II - INCENTIVO DEST. AO CUSTEIO DOS CENTROS DE AT. PSICOSSOCIAL
Competência
Número da OB
Data OB
Banco OB
Agência OB
Conta OB
Valor líquido
Desconto
Valor Total
Obs.
Processo
Tipo Repasse
    Parcela    
Nº Proposta
04/2010
25/06/2010
104
000973
0066240060
30.000,00
,00
30.000,00
 - 
25000093685201031
MUNICIPAL
















TOTAL
30.000,00
0,00
30.000,00
-
-
-
-
-


Valor líquido
Desconto
Valor Total
TOTAL GERAL
30.000,00
0,00
30.000,00

Id
Programa
Valor
1
CAPS II - INCENTIVO DEST. AO CUSTEIO DOS CENTROS DE AT. PSICOSSOCIAL
30.000,00
TOTAL
30.000,00

Já está depositada na conta do Fundo Municipal de Saúde de Araxá, a verba de incentivo de R$30.000,00 (PARCELA ÚNICA) para o custeio do CAPS II em Araxá. Esta verba deverá ser empregada na estruturação do Centro de Atenção Psicossocial e já tem destinação certa, conforme Projeto enviado ao Ministério da Saúde. A partir da data do depósito efetuado (25/06/2010), o poder público municipal terá 3 meses para inaugurar o CAPS II. Caso contrário, deverá devolver aos cofres da União a verba de R$30.000,00. Após a sua inauguração, o CAPS deverá continuar se adequando conforme legislação vigente, para ter o direito de solicitar junto ao Ministério da Saúde o seu credenciamento, aguardando a  disponibilidade orçamentária da União, para receber mensalmente uma verba destinada ao seu funcionamento. Agora caberá à comunidade araxaense fiscalizar o cumprimento dessas etapas e cobrar do poder público o direito de ter acesso a serviços de saúde mental de qualidade. Esperamos que não aconteça como no passado recente, quando o poder público municipal de Araxá dispensou uma verba de R$15.000,00 conquistada pelo município junto ao Governo Estadual, também destinada a estruturação do CAPS II. Todas as informações contidas aqui podem ser averiguadas junto às Coordenações Estadual e Nacional de Saúde Mental. Estamos de olho!!!
 

II Congresso Internacional de Esquizoanálise e Esquizodrama

terça-feira, 8 de junho de 2010

Diário de Bordo: Caminhos e Lutas

Cada passo no caminho é um invento de vida. Vida repetida ou vida nova...
Amanhece, e o novo dia chega com infinitas oportunidades. Encontros, desencontros... alegrias, tristezas...
Já ousaste pensar no que pode um homem se potencializa a vida no correr dos minutos de um dia?
Podemos dar o abraço de carinho e ternura, florindo o caminho dos nossos amores...
Podemos dizer não... a tudo que oprimme e desumaniza a vida...
Podemos sonhar com uma vida diferente, onde o nosso coração saiba voar com os passarinhos, sorrir com as flores, lutar com os guerreiros e amar com os amantes, que sob os floxos de paixão da lua se fazem encantados...
Podemos gritar que não queremos o fim do 13° salário, já aprovado pela câmara dos deputados...
Podemos abrir fissuras na opressão e conquistar espaços de liberdade...
Podemos amar a todos, e movidos pela compaixão e pela solidariedade, criar atos de de generosidade acolhendo os filhos do nada e de ninguém...
Podemos nos aventurar e tirar nossas máscaras, sendo o que sonhamos e não o que nos obrigam a ser...
Construimos nossos destinos... Passivamente, no sim da covardia que aceita silenciosa os alvitres da exclusão... Ou, com valentia exigindo direitos humanos, direito à diferença, igualdade e justiça social.
Famintos, mulheres violentadas e machucadas, crianças na rua, jovens perdidos e desiludidos, desempregados, negros, gays, índios... Todos sofrem e clamam no chão, que o céu os salvem das mazelas deste mundo.
O céu pede mãos para se tornar presente nos horizontes do mundo.
A tua, a minha, a nossa mão que é necessária...
Diga, faça algo: ame com esperança e ternura, partilha e doação.
Diga, faça algo: lute... um outro mundo ainda é possível.



SETEMBRO, 10, 11 e 12. EM UBERABA, MG, OCORRERÁ O I° CONGRESSO INTERNACIONAL DE ESQUIZOANÁLISE E ESQUIZODRAMA: 
POR UMA NOVA TERRA, POR UM POVO-POR-VIR...
VENHA! PARTICIPE!

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ENVIE SEU TEXTO, SEU COMENTÁRIO, SEU POEMA...

domingo, 6 de junho de 2010

Economia Solidária

A Rede Brasileira de Saúde Mental e Economia Solidária ampliou o número de iniciativas de geração de trabalho e renda. Já são 393 experiências mapeadas, que articulam sistematicamente a saúde mental e a economia solidária.
 
Parceira entre os ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego (Secretaria Nacional de Economia Solidária) permitiu a criação de uma política de incentivo técnico e financeiro para as iniciativas de geração de renda. Essas medidas ampliam e fortalecem o acesso ao trabalho e a renda de pacientes com transtornos mentais e/ou que apresentam problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas. 
Em 2001 eram menos de 10 parcerias, em 2010 já são 345 iniciativas de inclusão social pelo trabalho cadastradas.
A Coordenação Nacional de Saúde Mental utiliza o Cadastro Nacional das Iniciativas de Inclusão Social pelo Trabalho (CIST) para mapear as experiências de geração de trabalho e renda no campo da saúde mental. Este cadastro é um importante instrumento para a construção de uma rede de apoio às iniciativas de geração de trabalho e renda no campo da saúde mental.
O CIST encontra-se disponível no endereço eletrônico abaixo:

Coordenação Nacional de Saúde Mental
Ministério da Saúde

O que é Reforma Psquiátrica

• É a ampla mudança do atendimento público em Saúde Mental, que garante o acesso da população aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade;
• É amparada pela lei 10.216/2001, conquista de uma luta social que durou 12 anos;
• Significa a mudança do modelo de tratamento: no lugar do isolamento, o convívio com a família e a comunidade;
• O atendimento é feito em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Residências Terapêuticas, Ambulatórios, Hospitais Gerais, Centros de Convivência;
As internações, quando necessárias, são feitas em hospitais gerais ou nos Caps/24 horas. Os hospitais psiquiátricos de grande porte vão sendo progressivamente substituídos.

Política Nacional de Saúde Mental

O Governo brasileiro tem como objetivos:

- reduzir de forma pactuada e programada os leitos psiquiátricos de baixa qualidade,
- qualificar, expandir e fortalecer a rede extra-hospitalar formada pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (UPHG),
- incluir as ações da saúde mental na atenção básica,
- implementar uma política de atenção integral voltada a usuários de álcool e outras drogas,
- implantar o programa "De Volta Para Casa",
- manter um programa permanente de formação de recursos humanos para reforma psiquiátrica,
- promover direitos de usuários e familiares incentivando a participação no cuidado,
- garantir tratamento digno e de qualidade ao louco infrator (superar o modelo de assistência centrado no Manicômio Judiciário),
- avaliar continuamente todos os hospitais psiquiátricos por meio do Programa Nacional de Avaliação dos Serviços Hospitalares - PNASH/ Psiquiatria.

Cenário atual

• Tendência de reversão do modelo hospitalar para uma ampliação significativa da rede extra-hospitalar, de base comunitária;
• Entendimento das questões de álcool e outras drogas como problema de saúde pública e como prioridade no atual governo;
• Ratificação das diretrizes do SUS pela Lei Federal 10.216/01 e III Conferência Nacional de Saúde Mental.

Dados importantes

• 3% da população geral sofre com transtornos mentais severos e persistentes;
• mais de 6% da população apresenta transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas;
• 12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual;
2,3% do orçamento anual do SUS é destinado para a Saúde Mental (abaixo do necessário).

Desafios

• Fortalecer políticas de saúde voltadas para grupos de pessoas com transtornos mentais de alta prevalência e baixa cobertura assistencial;
• Consolidar e ampliar uma rede de atenção de base comunitária e territorial promotora da reintegração social e da cidadania;
• Implementar uma política de saúde mental eficaz no atendimento às pessoas que sofrem com a crise social, a violência e desemprego;
Aumentar recursos do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental.

Coordenação Nacional de Saúde Mental
Ministério da Saúde

Grupo de trabalho sobre o crack se reúne e propõe novas diretrizes para tratamento

A criação de Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSAd3 – 24 horas) com leitos masculinos e femininos, casas de passagem e pontos de acolhimento é uma das propostas do documento elaborado pelo grupo de trabalho do crack, liderado pela Area Técnica de Saúde Mental, da Secretaria de Atenção à Saúde.

O grupo formado por pesquisadores, coordenadores de CAPS, redutores de danos, profissionais que trabalham nos consultórios de rua, se reuniu na última terça-feira, dia 23 de março, no Ministério da Saúde. O acolhimento aos dependentes do crack foi o enfoque da primeira reunião, que consolidará propostas de ações para aperfeiçoar o atendimento aos usuários e a prevenção do uso de drogas. O texto final irá para consulta pública em um mês.

“A proposta dos CAPS-AD3 com leitos é ampliar os recursos necessários na rede para que possamos dar aos usuários de crack um cuidado contínuo, 24 horas por dia. Os espaços de acolhimento para usuários serão dispositivos para nos aproximar de uma população que não acessa os sistemas de atenção à saúde. A instituição aberta seria mais um local para que ele se sinta recebido, para tomar banho, descansar, enfim, que ele se torne um cidadão visível”, afirma o consultor da área técnica, Marcelo Kimati.

Para a pesquisadora da Aliança de Redução de Danos, Luana Malheiro, que fez um estudo qualitativo com usuários “o crack acaba sendo um detalhe dentro de uma série de históricos de ruptura e abandono”. Ela conta que em seu estudo foi possível identificar uma diferenciação entre os usuários que conseguem controlar o uso e os “sacizeiros”- denominação utilizada para os que não conseguem.

Essa diferença, entre usuários que conseguem ou não controlar o uso, também deverá ser levada em conta durante o tratamento, conforme as discussões do grupo de trabalho. A rede deverá se articular de forma diferenciada para atender esses dois perfis distintamente, sendo que a rede de atenção estará focada naqueles com uso descontrolado. Atualmente, os usuários de crack são tratados da mesma forma, independente de grau de dependência, vulnerabilidade e gênero.

A rede do Sistema Único de Saúde (SUS) que atende os usuários da droga conta com diversos tipos de unidades de atendimentos: são 1467 CAPS (I, II, III e AD), 30% dos profissionais dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família trabalhando com saúde mental, 14 projetos de redução de danos; além de, nos casos mais graves, 10% dos leitos de todos os Hospitais Gerais, todas as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU).

A pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Solange Nappo, aponta que um dos problemas a serem enfrentados no tratamento é o momento que o usuário vai buscar ajuda. “Muitas vezes o usuário só busca quando está próximo à morte, quando o caso já é grave”, conta a cientista, que orientou diversas teses sobre o assunto. Para buscar esses pacientes usuários nas bocas de fumo, o Ministério lançou o edital de consultórios de rua. Foram investidos R$ 700 mil nessa iniciativa, que está sendo levada adiante por 14 municípios.

Em Campinas, uma experiência na antiga rodoviária com usuários do crack tem conseguido aumentar a adesão dos pacientes. Um grupo de 13 pessoas que frequentavam o local está sendo acompanhado pelo CAPsAD do município. “O importante é acolher essas pessoas, porque elas vão ao centro e depois que melhoram não voltam”, conta Sander Albuquerque, coordenador da entidade na cidade.

Além da adesão e do acolhimento, outro foco da discussão foi a formação dos profissionais de saúde. O Ministério da Saúde deverá promover cursos de capacitação, com auxílio da Universidade Aberta do SUS (Unasus). Para Marco Manso, da Aliança de Redução de Danos, esse trabalho deverá ressaltar a importância de humanizar o atendimento “Muitas vezes os médicos não querem atender os pacientes”.

Coordenação Nacional de Saúde Mental
Ministério da Saúde

Área Técnica de Saúde Mental amplia perfil de ações para atender à população da rua e aos usuários de drogas

Trinta e cinco serviços na área de Saúde Mental, entre Centros de Atenção Psicossocial - CAPSAD (17), CAPSi (11), CAPS III (7) foram inaugurados desde 2009, quando foi lançado o Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e Outras Drogas (PEAD) pela Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde.

Além disso, três editais foram lançados para reforçar ações diferenciadas ligadas à dependência de drogas: um de Redução de Danos, em parceria com o programa de AIDS para apoiar 24 projetos, um edital de Consultórios de Rua, que resultou num investimento de R$ 700 mil e apoiou 14 projetos e uma pesquisa sobre Usuários de Crack, que ficará pronta em 2010. O balanço com as ações de 2009 foi apresentado durante a XI Reunião do Colegiado de Coordenadores de Saúde Mental de todo o país, que aconteceu nos dias 11 e 12 de março, em Brasília.

"Com, o tempo, o perfil das ações da Saúde Mental vem se modificando. Percebemos que o modelo tradicional não funciona para o paciente dependente, pois muitas vezes são populações vulneráveis que não estão acostumadas a buscar um serviço de saúde", afirma o coordenador de Saúde Mental, da Secretaria de Atenção à Saúde, Pedro Gabriel Delgado.

Para o consultor do Ministério da Saúde, Luciano Elia, este é um questionamento a ser feito pelos próprios serviços. "É preciso parar de pensar por que o usuário não vai à rede e começar a segui-lo, no seu próprio circuito", propôs, durante a reunião de colegiado.

Essa medida, além de ampliar o acesso do usuário de drogas aos serviços de saúde, pode também colaborar para aumentar a adesão ao tratamento, que hoje é difícil. Em São Paulo, a coordenadora Rosana Dias conta que na região central da capital existem 11 mil moradores de rua - nas áreas da Luz, Sé e República - que recebem algum tipo de atendimento em Saúde. "A região possui três unidades básicas de saúde, três ambulatórios dois CAPS, sendo um deles CAPS-AD. São mais de 60 mil abordagens e 1.500 pessoas que recebem algum tratamento em saúde, mas a população entra e sai e não adere", conta Rosana.

A adesão pode ainda ficar prejudicada, já que os usuários de drogas contam apenas com o horário comercial para serem atendidos nos CAPS. Para Eraldo do Nascimento, de Carapicuíba, uma saída seria a mudança nos horários. "Um serviço que vai acolher o usuário de drogas tem que abrir outros horários, não pode abrir só pela manhã e à tarde", criticou. O incentivo à criação de mais CAPs AD de 24 horas foi uma das principais decisões do Colegiado.

O coordenador de saúde mental do Ceará, Marcelo Brandt, diz que a estreita articulação entre os CAPS AD e a Atenção Básica tem contribuído para ampliar a adesão ao tratamento.

NASF - A Área Técnica de Saúde Mental inovou também suas ações ao aumentar sua inserção na atenção básica. Dados do Departamento de Atenção Básica revelam que 85% dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs) têm psicólogos como profissionais. "Essa é a segunda categoria profissional mais prevalente nos NASF, isso pode indicar que eles já recebem algum atendimento em Saúde Mental", comenta Francisco Cordeiro, consultor do Ministério da Saúde.

A intersetorialidade das ações também traz à tona a definição das atribuições de responsabilidades. A saúde é apenas um dos setores que pode auxiliar no problema da drogadição, mas há muitas áreas que têm interface com a questão. São elas trabalho, educação, cultura, assistência social. O Ministério da Saúde já fomenta 393 iniciativas de geração de trabalho e renda, em cooperação com o Ministério do Trabalho, por meio do Programa Nacional de Saúde Metal e Economia Solidária.

Coordenação Nacional de Saúde Mental
Ministério da Saúde