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domingo, 15 de agosto de 2010

Psicofarmacologia na Prática Clínica

Realização: Mental Help - Serviços em Saúde Mental

Professor: Dr. José Sardella (Psiquiatra)

Módulo I: Antidepressivos
Data: 23/10

Módulo II: Estabilizadores de Humor
Data: 06/11

Módulo III: Antipsicóticos
Data: 20/11

Módulo IV: Benzodiazepínicos
Data: 04/12

Carga Horária: 4h/módulo
Horário: 8h às 12h
Local: a ser definido

Investimento por módulo:
Profissionais: 150,00
Estudantes de Graduação: 100,00

Os interessados poderão optar pelo número de módulos que quiserem. Aqueles que optarem por mais de um módulo poderão fazer o pagamento total em uma única vez, ou a cada módulo. O pagamento do primeiro módulo deverá ser efetuado até o dia 15/10. Será fornecido certificado.

Forma de Pagamento:
Por meio de depósito bancário para Sardella Consultoria em Saúde Mental Ltda ou cheque
CNPJ: 09076681/0001-46
Banco Real
Ag: 1747
Conta: 2002764-1

O comprovante de depósito deverá ser entregue no ato da inscrição. Para aqueles que residem fora de Uberlândia, o comprovante poderá ser entregue no início do curso, desde que já tenham informado anteriormente a data do depósito.

Os interessados que residem fora de Uberlândia poderão fazer a sua inscrição enviando os seguintes dados para sadairel@gmail.com:
Nome
Profissão/Estudante
Instituição
Endereço Completo
Telefone
e-mail

Os residentes em Uberlândia deverão realizar a sua inscrição, na Rua Alexandre Marquez, 463 - Martins - Uberlândia (Clínica de Psiquiatria e Psicologia).

Será confeccionado folder de divulgação com ficha de inscrição anexa, onde os dados do inscrito serão registrados oficialmente.

A inscrição somente será considerada mediante a comprovação do depósito realizado.

Telefones para mais informações: 32372525 (Ana Lúcia) - 96679676 e 96881221 (Samara).
www.mentalhelp.srv.br (em construção)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Chega de Angústia, Chegou a Depressão!

Nestas duas últimas décadas, sobretudo nos anos 90, aconteceu uma mudança radical. Mudou a tonalidade dominante das queixas e do sofrimento psíquico. Nosso mal-estar passou a se expressar de maneira nova, trocou de dialeto, de aparência e de cheiro: somos cada vez menos angustiados e cada vez mais deprimidos.

A angústia foi boa companheira da modernidade durante quase dois séculos: do romantismo ao existencialismo, ela se encarregou de representar o mal-estar de nossa cultura.

Além do gosto acre de suor frio, além da sensação de vazio interno, de suspensão sem fôlego, além do sofrimento ser angustiado foi, nessa época toda, um chique literário e filosófico. Ou melhor, uma espécie de marca retórica que confirmava a seriedade das apostas e do envolvimento com a verdade. Você quer ser levado a sério? Mostre-me suas angústias! Elas não mentem.

Hoje, o mesmo passou a valer para a depressão. Além do bafo de dentes não escovados e do relento da cama desfeita, a depressão também é um chique. Desde ‘Darkness Visible’ de William Styron (em 1990), se multiplicam os relatos de catástrofes depressivas e lutas heróicas. Em dez anos, já são centenas, uma espécie de gênero literário autônomo.

Essa constatação cultural e clínica é corroborada pela inquietação dos organismos internacionais que monitoram nossa saúde. A depressão é hoje nos países ocidentais, o inimigo número 2: a condição mais invalidante depois das doenças cardíacas. É um fato no mínimo curioso para um sintoma que, até 15 anos atrás, mal era reconhecido em sua autonomia.

O que aconteceu? Uma epidemia? Algum novo vírus? Sem dúvida, a indústria farmacêutica sabe promover as doenças para as quais ela tem um remédio com boa perspectiva comercial. Ou seja, ela encontra um remédio, em seguida nomeia a doença curada por ele, a faz existir culturalmente e, portanto, nos sugere (ou impõe) sofrer segundo sua forma. O que garante que a gente recorra ao remédio que está na origem da empreitada. De fato, os antidepressivos comercializados no fim dos anos 80 inauguraram o sucesso da depressão. Foi com a descoberta do Prozac que a depressão passou a existir como fenômeno cultural e se constituiu como uma entidade nosográfica popular.

Nessa direção, vale a pena ler o livro de David Healy, “The Antidepressant Era” (Harvard 1998). Healy argumenta que a idéia da depressão como patologia específica foi um achado dos laboratórios à caça de clientes para sua nova invenção: os remédios que aumentam a serotonina (Prozac, Paxil, Zoloft etc.). De fato, nos últimos anos, várias pesquisas vêm mostrando que o déficit de serotonina talvez não seja a razão biológica única, ou mesmo decisiva da depressão, e sugerem uma visão mais complexa tanto das depressões quanto de sua abordagem terapêutica.

Nesse clima, seria tentador considerar que o sucesso cultural da depressão seja só um efeito da invenção dos antidepressivos. Mas a idéia não alcança.

Seria impossível afirmar, por exemplo, que o sucesso da angústia foi produzido pela invenção dos ansiolíticos: a angústia começou bem antes. Em outras palavras, as formas de nosso mal-estar não dependem só das sugestões farmacêuticas.

Resta que, neste fim de século, com a ajuda dos laboratórios, a depressão ganhou da angústia. Hoje parece mais interessante (e mais bem recebido socialmente) ser deprimido do que angustiado. A depressão parece mais verdadeira, como se ela manifestasse o que somos, melhor do que a angústia.

Por que? Posso propor uma hipótese: a angústia foi a primeira forma do mal-estar moderno, a expressão do drama de gerações que renunciaram ao mundo ordenado por tradições e hierarquias e tentaram caminhar por conta própria. Ela é a companheira das grandes expectativas, dos futuros incertos, sonhados e receados. Ela é, em suma, o mal-estar do liberto: e agora? O que fazer? Aonde ir?

Ora, contemporânea à chegada do Prozac e da depressão, surgiu (e vem ganhando terreno) a idéia de que a história acabou: basta de expectativas e sonhos incautos. Nem tudo é perfeito, mas alcançamos a época dos ajustes finais. Não cabe mais projetar grandes mudanças e sofrer entre anseios e ansiedades, se perguntando como as coisas do mundo vão ficar. O mundo está mais ou menos resolvido. Está na hora de se ocupar da gente, de sorrir, ou fazer caretas no espelho, até ficarmos convencidos de que somos felizes e bonitos.

Com isso, ficamos, sobretudo, deprimidos, pois qualquer furúnculo na ponta do nariz afeta o que mais nos importa: a nossa própria imagem. É uma razão para não sair de casa, ficar na cama, deixar de ser e de fazer, contemplando no espelho o retrato de nossa inadequação.

O anseio de futuros gloriosos, em suma, está sendo substituído por uma inconsolável e preguiçosa tristeza: o furúnculo especular nos imobiliza e, assim como a consciência para Hamlet, nos torna, eventualmente, todos covardes.

Trocam-se, por assim dizer, aspirações e ideais, por um bom creme antiacne.
Contardo Calligaris
Folha de São Paulo

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Uso de Antidepressivos por Nutrizes Pode Atrasar a Produção de Leite Materno

Mulheres que tomam uma das classes mais vendidas de antidepressivos podem apresentar atraso na produção de leite materno depois do parto e precisar de suporte adicional para atingir as suas metas de aleitamento. É o que diz estudo aceito para publicação na revista "The Endocrine Societys Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (JCEM)".

A amamentação beneficia os bebês e as mães em diversos aspectos. Como o leite materno é de fácil digestão e contém anticorpos que protegem contra infecções bacterianas e virais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as crianças sejam amamentadas exclusivamente pelo menos nos seis primeiros meses de vida e que continuem sendo amamentados até 2 anos ou mais. E os autores da pesquisa alertam que o consumo de alguns medicamentos antidepressivos pode estar ligado a uma dificuldade conhecida como "atraso da ativação secretora".

A capacidade de os seios secretarem o leite na hora certa está intimamente relacionada com a produção e regulação do hormônio serotonina - diz Nelson Horseman, da Universidade de Cincinnati e principal autor do estudo. - Drogas comuns como fluoxetina, sertralina e paroxetina, chamados de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) podem afetar o humor, a emoção e o sono; e elas também podem ter impacto na regulação da serotonina na amamentação. Isto aumenta o risco de atraso na lactação, na oferta de leite materno de forma exclusiva.

No estudo, os cientistas examinaram os efeitos das drogas ISRS na lactação a partir de estudos de laboratório de linhagens de células humanas, de animais e ratos geneticamente modificados. Além disso, uma análise de observação avaliou o impacto das drogas ISRS sobre o início da produção de leite em depois do parto. Os autores acompanharam 431 mulheres e o início médio da lactação pós-parto foi de 85,8 no grupo que tomava antidepressivos e 69,1 horas nas mães não tratadas com as drogas. Os pesquisadores geralmente definem o atraso na ativação secretora quando ele ocorre mais de 72 horas depois do parto.

Essas drogas são úteis para muitas mães. Precisamos de mais pesquisas com humanos antes de fazer recomendações específicas sobre o uso de antidepressivos ISRS durante a amamentação - diz Horseman.




Autor: O Globo online - Prof. Marcus Renato de Carvalho
Data: 8/2/2010
www.aleitamento.com

terça-feira, 21 de julho de 2009

Uso Abusivo de Medicamentos

http://www.neurologia.ufsc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=68&Itemid=5 (copie e cole este endereço para ter acesso ao link)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uso Racional de Medicamentos - OPAS

http://www.opas.org.br/medicamentos/temas.cfm?id=46&CodBarra=2

Associações Letais

Pergunta
Gostaria de saber qual a justificativa do uso concomitante de sibutramina + paroxetina, fluoxetina ou sertralina, na mesma cápsula, com indicação para depressão e emagrecimento.
Resposta
A sibutramina é um antidepressivo e inibidor do apetite, que age por inibição da recaptação de noradrenalina, dopamina e serotonina. Os metabólitos da sibutramina, M1 e M2, também inibem a recaptação destes neurotransmissores.1,2
Os fármacos fluoxetina, paroxetina e sertralina são inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS).1,2 A administração concomitante de sibutramina com um agente serotoninérgico, como os ISRS, promove efeito farmacológico aditivo, resultando em estímulo serotoninérgico excessivo, conhecido como síndrome serotoninérgica.1,2,3
A síndrome serotoninérgica manifestasecom cansaço, mioclonia, confusão mental, hiper-reflexia, sudorese profusa, tremor, inquietação, calafrio, incoordenação e hipertermia.
Se a síndrome não for reconhecida e tratada adequadamente, pode ser fatal.1,2,3
A sibutramina não deve, portanto, ser associada a agentes serotoninérgicos devido ao aumento de riscos ao paciente.
Referências
1. Sibutramine. In: Hutchison TA & Shahan DR (Eds): DRUGDEX® System. MICROMEDEX, Inc., Greenwood Village. Vol 124; 2005.
2. Sibutramine. In: Sweetman S (Ed), Martindale: The Complete Drug Reference. London: Pharmaceutical Press. Electronic version, MICROMEDEX, Greenwood Village, Colorado. Vol. 124; 2005.
3. Fuchs FD, Wannmacher L, Ferreira MBC (Eds). Farmacologia clínica: fundamentos da terapêutica racional. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2004.

Pharmacia Brasileira - Março/Abril 2005
Conselho Federal de Farmácia

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas

http://dtr2001.saude.gov.br/sas/dsra/protocolos/index.htm

Medicamentos - Uso Racional

Não é à toa que a mídia sempre retoma o assunto de jovens que usam anabolizantes veterinários para ficarem com um corpo mais atlético e acabam entrando em coma ou ainda, meninas tomam indiscriminadamente a pílula anticoncepcional de emergência afim de evitar a gravidez indesejada, sendo que o mais correto seria se prevenir dia-a-dia. Tomar medicamentos exige cuidados, o primeiro seria a prescrição médica. Não se deve tomar medicamentos sem que seu médico tenha indicado. Conforme a Organização Mundial de Saúde, "há uso racional quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade".
O uso irracional além de gerar custos ao paciente, que pode não estar sendo tratado da maneira mais adequada e assim levará mais tempo para a cura, também onera o sistema de saúde. Passa-se mais tempo tomando um medicamento desnecessário e não se consegue o efeito desejado. Na pior das hipóteses, o medicamento tomado de maneira inadequada pode até prejudicar o paciente.
Uso racional também implica na oferta de tratamentos, insumos e tecnologias com base nas melhores práticas terapêuticas e assistenciais, amparadas em evidências científicas seguras, estudos clínicos com resultados confiáveis, e que, principalmente, tenham sido avaliados pelas instâncias regulatórias e de fiscalização no País, no caso a Anvisa.
Por isso, o médico que prescreve também precisa estar atualizado com informações isentas de interesses da indústria farmacêutica. A prescrição também deve sempre vir acompanhada de uma orientação adequada, pois de nada adianta um paciente tomar determinado medicamento para pressão alta ou diabetes e não seguir outras orientações de cuidados com a saúde.
Com o intuito de incentivar o Uso Racional de Medicamentos, o Ministério da Saúde mantém uma lista de medicamentos essenciais (RENAME), coordena o Comitê Nacional para Uso Racional de Medicamentos, incentiva o ensino deste conteúdo nos cursos de graduação e pós-graduação, contribui para a divulgação de informações isentas de interesse privados e coordena programas que promovem o acesso aos medicamentos em todo o país.
Ministério da Saúde

domingo, 31 de maio de 2009

Laços de Corrupção (Laboratórios Farmacêuticos)

Leia no link http://www4.ensp.fiocruz.br/radis/79/pdf/radis_79.pdf página 30 - Laboratórios Farmacêuticos e Médicos - Laços de Corrupção (resumo), denúncia feita por Marcia Angell, patologista catedrática do departamento de medicina social da Harvard Medical School.
O artigo traduzido na íntegra está no link - www.ensp.fiocruz.br/ra-dis/ 79/web-04.html.
Seu último livro publicado no Brasil foi A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos, Record.